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O Governo britânico alertou, numa carta secreta dirigida a neurologistas, que a vacina da gripe A pode provocar paralisia e insuficiência respiratória, levando mesmo à morte, citou o “Correio da Manhã”.
O Executivo do Reino Unido, através da Agência de Protecção de Saúde, entidade responsável pela supervisão da Saúde Pública, enviou um documento secreto, a 600 especialistas em Neurologia, ontem exigia apurar porque razão não foram tornadas públicas as possíveis consequências da vacina da gripe A. A missiva, enviada aos especialistas no dia 29 de Julho, revela que a vacina da gripe A pode provocar uma doença neurológica grave, a síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia, insuficiência respiratória e pode levar à morte. O documento cita o exemplo de uma vacina semelhante nos Estados Unidos, em 1976, que causou mais mortes do que a gripe. Questionado pelo referido jornal sobre estes efeitos secundários da vacina, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Rêgo, afirmou que «essa situação é muito bem conhecida da classe», salientando que «quase todas as vacinas podem causar essa síndrome, mas o aparecimento destes casos são raros». Estados Unidos vão investigar As autoridades de saúde americanas estão a preparar-se para um dos maiores esforços de monitorização de sempre: a nova vacina contra a gripe A (H1N1) e a sua hipotética ligação com uma rara doença neurológica, a síndrome de Guillain-Barré. O jornal “Público” refere que a associação nunca foi provada, mas muitos americanos olham com desconfiança para as imunizações desde 1976. Nesse ano, 43 milhões de cidadãos foram vacinados contra um novo vírus da gripe suína. O vírus não se chegou a disseminar, mas os jornais encheram-se de notícias sobre os casos de Guillain-Barré. A doença afectou centenas de pessoas e matou 25. Agora, tanto os CDC (Centros de Controlo e Prevenção de Doenças) como a FDA (a agência federal que regula os medicamentos) esperam uma avalanche de notificações sobre efeitos adversos das vacinas - óbitos e doenças - que ocorram nas duas semanas a seguir à vacinação. «Vamos ficar submersos em potenciais ocorrências adversas», diz Mike Osterholm, especialista em Saúde Pública da Universidade do Minnesota. Os peritos da gripe não duvidam da segurança da vacina, que está a ser fabricada usando a mesma tecnologia das vacinas contra a gripe sazonal, administradas a centenas de milhões de pessoas. Porém, como se trata de um vírus inédito, os laboratórios tiveram de determinar a dose certa. «Sabemos que vamos ter de monitorizar não apenas a Guillain-Barré, mas os eventos adversos em geral», disse Nancy Cox, dos CDC. E para além de artigos críticos nos jornais e das reportagens televisivas, vão ter de lidar com a Internet - que não existia em 1976 -, e em particular com os blogues, o Facebook, o Twitter e dezenas de outras formas que as pessoas têm hoje de comunicar global e instantaneamente. Fora dos Estados Unidos, a Organização Mundial da Saúde também tenta confortar a opinião pública, afirmando que as vacinas que estão a ser produzidas por 25 empresas são seguras. Mas não nega que qualquer vacina - e esta em particular - tenha riscos. Quanto ao que irá acontecer em Portugal, Francisco George, director-geral da Saúde, diz que «o sistema de farmacovigilância vai ser feito pela DGS em conjunto com o INFARMED». Ao telefone, garantiu que «todas as reacções adversas serão notificadas» e que «vamos apertar a malha». |